terça-feira, 8 de janeiro de 2013

2ª CORRIDA RÚSTICA DA PRIMAVERA


Aluno do Grupo Negra Raiz - Erlon Neguinho representa a ACNR-CAPOEIRA




RÚSTICA TERRESTRE

ESPORTE É SAÚDE

A Associação de Moradores, realizou no último domingo, dia 23 de setembro de 2012, mais um evento, que faz parte do calendário de atividades, a 2ª CORRIDA RÚSTICA DA PRIMAVERA do bairro Hernani Lopes de Sá,  na extensão do eixo principal, com percurso de 4.800 metros.
Com a expectativa de participação efetiva da comunidade local e regional e, com a importância de divulgar esta modalidade esportiva, como alternativa de prática saudável, proporcionando uma agregação de atletas da localidade e região.
 Podemos salientar, que esse evento mobilizou um grande número de pessoas, para prestigiar a rústica terrestre, que foi de suma importância para o bairro Hernani Sá, com o intuito de abrilhantar o início da ESTAÇÃO PRIMAVERIL.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

CAPOEIRA NA ESCOLA VIRA LEI


A capoeira é uma expressão cultural que mistura esporte, luta, dança, cultura popular e brincadeira, desenvolvida por descendentes de escravos africanos trazidos ao Brasil, além de representar a resistência dos negros à escravidão.
Poucos se lembram, mas um dia a arte da capoeira já foi considerada criminosa e sua prática banida. Estávamos no início do período republicano e uma das providências do Presidente Marechal Deodoro da Fonseca foi editar um decreto (Decreto-Lei nº 487, de 1890), determinando que todo capoeirista pego em flagrante seria desterrado para a Ilha de Fernando de Noronha. A criminalização durou até 1937, quando, por iniciativa do Presidente Getúlio Vargas, a capoeira foi descriminalizada e reconhecida como esporte autenticamente nacional. Desde então a capoeira vem crescendo no Brasil e se espalhando pelo mundo. Tendo em vista a importância da capoeira como patrimônio de nossa cultura e sua disseminação como esporte, dança, cultura popular, lazer e meio de inserção social, propomos o presente Projeto de Lei como forma de regulamentar e incentivar a capoeira no Brasil.
A capoeira é inequivocamente um traço cultural indelével de nossa identidade cultural, expressando-se como arte, ofício e alternativa profissional para muitos brasileiros. A capoeira tem estrutura bem diferenciada, conseguindo, a um só tempo, manifestar-se como luta, jogo e dança, além de configurar um eficiente sistema de autodefesa genuinamente brasileiro.
O folclorista Francisco Pereira da Silva assevera que:
“Nenhum fato relacionado com a cultura popular brasileira terá suscitado tanto e tão prolongado debate quanto a Capoeira. Sua procedência, a origem do nome, as implicações na ordem social determinaram discussões que até tempos recentes incitaram os espíritos. Etimologistas, antropólogos, folcloristas, historiadores, têm participado na pugne literária com os seus pareceres, testemunhos ou palpites. Enquanto isso ia à polícia ‘contribuindo’ com o argumento velho do chanfalho e pata de cavalaria…”
A ilustre Deputada Alice Portugal, em seu Projeto de Lei nº 1.271, que “Acrescenta parágrafo único ao art. 2º da Lei nº 9.696, de 1º de setembro de 1998″, tece profundas e pertinentes ponderações sobre a capoeira, razão pela qual pedimos a devida vênia para incluir aqui parte de sua justificação dessa valiosíssima atividade cultural nacional:
“A Capoeira já foi motivo de grande controvérsia entre os estudiosos de sua história, sobretudo no que se refere ao período compreendido entre o seu surgimento – supostamente no século XVII, quando ocorreram os primeiros movimentos escravos de fuga e rebeldia – e o século XIX, quando aparecem os primeiros registros confiáveis, com descrições detalhadas sobre sua prática.
Tem ela uma história acidentada, pontilhada de episódios vexatórios e truculentos. Perseguida desde o começo, no caldeirão que misturou as várias etnias que formam o nosso povo, ganhou fama de má prática, coisa de “malandros”, “vadios”. A perseguição durou até a década de 1930, quando, graças principalmente ao trabalho de Mestre Bimba – “Grande Mestre da Capoeira” – e seus discípulos, inaugurou-se a fase de efetiva sistematização do ensino da capoeira e de seu reconhecimento social, assim como o de todas as outras manifestações culturais de matriz africana. O nome “CAPOEIRA” deu-se em função do seguinte: os Escravos ao fugirem para as matas tinham no seu encalço os famigerados Capitães do Mato, enviados pelos senhores.
Os escravos em fuga reagiam e os atacavam nas clareiras de mato ralo, cujo nome é capoeira, com pés, mãos e cabeças, dando-lhes surras ou até mesmo matando-os. Os que sobreviviam voltavam para os seus patrões indignados. Estes perguntavam: “Cadê os negros? e a resposta era: “Eles nos pegaram na capoeira”. Referindo-se ao local onde foram vencidos. A Capoeira no meio das matas era praticada como luta mortal. Já nas fazendas, era praticada como brinquedo inofensivo, pois ela estava sendo feita sob os olhares dos Senhores de Engenho. Naquele momento se transformou em dança. Para disfarçarem a luta utilizavam a ginga, a base de qualquer “capoeirista”; e é dela que saem todos os golpes. Esse disfarce foi fundamental para a sobrevivência dos escravos, pois a Capoeira é, principalmente, na sua origem, uma luta de resistência. A capoeira reúne todos estes componentes originais, o que lhe outorga uma excepcional riqueza artística, melódica e dinâmica; um enorme potencial evolutivo e finalmente, uma gama intensa de aplicações esportivas, coreográficas, terapêuticas, pedagógicas etc., que abrange desde o simples jogo às franjas das artes marciais e da defesa pessoal.” Pelo exposto, peço aos nobres pares o apoio necessário para a aprovação da matéria. Sala das Sessões, em 19 de fevereiro de 2008. Deputado Calos Zarattini.
Fonte; Câmara dos Deputados e edição: Ascom do Deputado Professor Sétimo.
ACESSE:http://cev.org.br/comunidade/esporte-escolar/debate/capoeira-escola-agora-obrigatoria/

terça-feira, 2 de outubro de 2012

VIII OLIMPÍADA DAS APAES

terça-feira, 10 de julho de 2012

1º GINGA ILHÉUS


Por Anna Karenina . 4085/BA
É neste final de semana, próximo sábado e domingo, 14 e 15 de julho, que a Associação Cultural de Capoeira Negra Raiz realiza e convida a comunidade para o seu 8º Batizado e Encontro, o Ginga Ilhéus, no bairro Hernani Sá, Ilhéus-BA. Na sede do grupo, situada no Colégio Caic, mini cursos, oficinas, palestras e rodas acontecerão visando fomentar a cultura popular, as tradições e a hierarquia da capoeira. Estima-se um total de 300 alunos participantes, entre crianças, jovens e adultos. Nesta solenidade grandes mestres, contra mestres, professores e alunos de capoeira da Bahia estarão presentes. O evento vai abranger um público de diversos municípios como Ilhéus, Itabuna, Una, Canavieiras, Santo Antônio de Jesus, Cruz das Almas, Vitória da Conquista, Brumado, Valença, Boipeba, Cairu, dentre outros.
Na sede do Grupo atualmente têm 35 alunos cadastrados, e o Grupo Negra Raiz em todo seu corpo soma um total de 250 capoeiristas. Hoje o Negra Raiz possui 4 graduados, 6 Estagiários, 8 instrutores e 3 alunos formados. Sempre trabalhando com elementos folclóricos da capoeira, o Negra Raiz apresenta a arte visando o crescimento e a difusão da capoeira através de manifestações culturais, como o Samba de Roda, Maculelê, a Puxada-de-Rede e o instrumental, além dos fundamentos e rituais próprios da cultura, para que a credibilidade e o reconhecimento disso se afirmem para os diversos segmentos da sociedade.
De acordo com o professor, fundador e presidente do grupo, Rafael Gomes, “é fundamental promover eventos como esse, em que a cultura baiana pode ser compreendida pelo público e principalmente absorvida e empreendida pelos praticantes. Sem dúvidas, a capoeira é um grande instrumento de transformação social, em que crianças e jovens sujeitos à vulnerabilidade social podem ser resgatados por essa arte e receber um rico legado de valores e formação humana”. Com o projeto Ginga na Escola, o grupo Negra Raiz também atua com núcleos em Sambaituba, Urucutuca, Jardim Savóia, assim como em outros municípios, como Itapitanga, Coaraci, Itamontina, Cafundó, estando o projeto presente em outros estados, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul.
A linhagem do grupo Negra Raiz, surge por meio do representante e mestre Zé Pequeno, de Santo Antônio de Jesus, através do grupo por ele fundado em 1992, a Associação de Capoeira Axé Bahia. O Axé Bahia está presente em 22 municípios, 4 estados e 3 países. Sua raiz provém do Mestre Bimba, Mestre Aristides e Mestre Gabriel até chegar ao Mestre Zé Pequeno, que de sua terra natal, trouxe o grupo para Ilhéus em 2002. O professor Rafael Gomes, aluno do Axé Bahia, fundou em 5 de março de 2004 o Grupo Negra Raiz, dando continuidade à linhagem.

Jovens Multiplicadores de Cultura
Recentemente aluno do grupo Negra Raiz, o jovem Allison, foi contemplado no programa “Jovens Multiplicadores”, do Estado da Bahia, através da Secretaria de Cultura, para lecionar aulas de capoeira na Escola Santa Ângela, em Ilhéus. Essa é mais uma promoção de cidadania do grupo Negra Raiz com vistoria do Instituto Sul Baiano de Arte-Educação de Ilhéus (IBARTE), que através da capoeira vêm promovendo ações em prol da cultura e inclusão social na cidade.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Expressão de Cidadania APAE: Uma cultura de Inclusão pelo Esporte na VIII Olimpíada



A VIII Olimpíada das APAES da Bahia, sediada em Ilhéus nesta ultima semana, foi exemplo de cidadania pela cultura de inclusão ao esporte, através da participação de mais de 300 apaeanos, de 16 cidades baianas, em várias modalidades.

Por Anna Karenina Vieira
4085/BA

Fotos: Daniel Matos e Ítalo Matos 

“Queremos uma igualdade que não reconheça as diferenças, e uma diferença que não reconheça as desigualdades. A diferença pede respeito, tolerância e muito amor. Anormal é quem não percebeu o significado da palavra amar. A diferença pede licença e pede caminho. Abra, e você verá aonde ela é capaz de chegar”, essa fala marcou um dos discursos de abertura da VIII Olimpíada das APAES da Bahia, de 14 a 17 de junho. A fanfarra dos Guerreiros da Bahia, do Colégio Paulo Américo, alargou caminho na Avenida Soares Lopes, em alto e bom som, da Praça Castro Alves ao Ginásio, abriu-se oficialmente o evento, para passarem os verdadeiros protagonistas, os apaenos. O Ginásio de Esportes Herval Soledade, em Ilhéus, 14, estava repleto de jovens, adultos, atletas, professores, agentes sociais, profissionais, representações da Polícia Militar, capoeiristas, todos juntos em prol desta realização da APAE de Ilhéus juntamente com a Federação Estadual das APAES e contou com apoioda Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia – Sudesb.
“Estou muito feliz de estar aqui hoje, é muito bom participar desse evento”, garantiu o jovem Gilvanio Alves de Castro, da delegação de Guanambi. De acordo com o presidente da Federação das APAES da Bahia, Derval Freire, a maior importância do evento é a integração do pessoal motivada pela relação de confiança com os alunos, e acrescenta, “amor é a palavra que pode traduzir tudo o que eles fazem. É isso o que dá energia a essas crianças, amor a si próprio e ao outro, é o que podemos entender disso”. O Coordenador Técnico da APAE de Salvador, Silvio Santos, explica, “nós acreditamos na possibilidade de oferecer aos alunos com deficiência intelectual momentos de superação, de conquistas, prazer, envolvimento e de aconchego”.
A cantora Chica de Cidra cantou brilhantemente o Hino Nacional junto com o músico tecladista Dante Valadares, no tempo em que algumas falas trouxerem a tônica desse importante acontecimento social, tendo como mestre de cerimônia, Dr. Josevandro Nascimento.Para a Presidente da APAE de Ilhéus e organizadora, Socorro Pastor, “essa conquista mostra que ainda existe respeito pelo ser humano, respeito à diversidade e a diferença, apesar de que ainda existem muitas pessoas que ainda não têm a sensibilidade necessária para respeitar o outro. Na VIII Olimpíada das APAES vivenciamos juntos verdadeiros momentos de superação de limites, capacidade e garra”.
De acordo com o Coordenador de Educação Física de Esporte e Lazer da APAE de Vitória da Conquista, atuante há 12 anos, Paulo Gonçalves, “em nenhum outro lugar eu iria encontrar essa representação dos seres humanos, do amor e da conciliação, sobretudo, do modo em que podem exercer suas funções vitais da melhor maneira possível, sem discriminação, sem barreiras arquitetônicas e sem principalmente a desconfiança dos outros. Esse milênio é o milênio da mudança, de respeito à habilidade e principalmente da diversidade humana. Pela oitava vez na Bahia a Olimpíada da APAE celebra a união”.
O Ilmo. Sr. Major Riccio da Polícia Militar, do comando regional do Sul da Bahia, que estava presente na abertura, elogiou a realização e destacou o esporte como uma forte ação social na juventude no combate às drogas, colocando-se à disposição da APAE para colaborar no que preciso.
Mediado pela cultura, arte e cidadania do evento, apresentação musical se seguiu com o cantor ilheense Keketa, que com a música “Gente”, de Jauperi, a letra chamou atenção pelo chamamento: “Eu não gosto de gente que gosta um pouquinho, Eu não gosto de gente fingida, Eu não gosto de gente que não olha no olho, Gente que reclama da vida, Gente que aperta a mão assim sem apertar, Gente que foge e não encara o olhar, Gente que tem medo, gente que enfraquece,Gente que maltrata, gente que aborrece, Gente que não sabe ser gente, Ô, gente! a gente precisa ser gente, Oxente, a gente precisa de gente, Que abrace, que sorria, Dê a mão, dê alegria, Que abrace, que sorria, Dê a mão, dê alegria, E amor todo dia”.
Apresentações de dança dos apaeanos de Ilhéus, com a professora e educadora física, Vitória Penalva, cativaram a todos com alegria e carisma. Em seguida, o grupo de Capoeira Negra Raiz se apresentou em roda com ladainhas, berimbaus, pandeiro, atabaque e axé, onde integrantes de outras cidades também entraram na roda e jogaram capoeira. Para o professor do grupo Negra Raiz, Rafael Gomes, “é muito importante iniciativas assim. Ver as necessidades e o sentimento de superação de cada criança dessa, nos transmite um ensinamento muito grande. Perceber a capoeira como um desses instrumentos sociais, mostra que ela é para todos e pode chegar muito além do que imaginamos, sendo a capoeira uma constante experiência de transformação na vida de muitos jovens”.
Verdadeiramente, a VIII Olimpíada das APAES, trouxe um sentimento muito bom de comunhão e cooperativismo social. O evento contou com o apoio e braços dados de muitas representações da sociedade ilheense, mobilizadas para esse acontecimento de grande relevância. Entre as modalidades esportivas, foram realizadas provas de atletismo, capoeira, futebol, judô, handebol, natação e futsal.  De promoção à cidadania e inclusão, a Olimpíada tem por objetivo a participação, integração e desenvolvimento esportivo dos alunos. No evento, 16 delegações das APAES de municípios baianos estiveram presentes, como Camaçari, Canavieiras, Feira de Santana, Gandu, Guanambi, Ilhéus, Itabuna, Jequié, Juazeiro, Paulo Afonso, Salvador, Santa Maria da Vitória, São Francisco do Conde, Valente e Vitória da Conquista.
Até o final desta semana sai a relação dos apaeanos selecionados para a XX Olimpíada Nacional das APAES, que será em Maringá-PR, em novembro.